sábado, 30 de abril de 2016

HUMANOS


Somos bravos,
Somos fortes, somos valentes,
Somos guerreiros
Amamos com intensidade,
Ajudamos com o coração,
Somos pacientes a nossa maneira,
Somos simpáticos,
Somos ciumentos sem moderação,
Somos alegres mesmo sem felicidade,
Somos nacionalistas quando nos convêm ser
Mas quando entregues a nossa humanidade
Nos tornamos fracos e isolados
Ficamos frágeis e insensíveis
Nos tornamos egocêntricos e hipócritas,
A lama torna-se mais clara que o nosso amago
Queremos fazer só aquilo que nos convém ou o que nos faz bem
Nos resta pensar quem somos afinal?
Somos seres desequilibrados,
Racionais, porém agimos muitas vezes irracionalmente
Na busca do equilíbrio enlouquecemos com pouco
ou muito conhecimento.
Somos falhos, entretanto feitos de perfeição
Procuramos e precisamos de alguém que nos de a mão
e nos coloque no centro, no ponte de equilíbrio
Ainda que as vezes oscilantes, mas sempre
bravos, fortes, valentes...

Análise do Conto: “O CONTRATO”, de Machado de Assis



No conto “O Contrato” de Machado de Assis o narrador começa com um alerta ao leitor de que se for fazer qualquer tipo de contrato, principalmente se for envolver sua vida particular, análise bem as condições, seus próprios limites e finalmente todas as probabilidades.
Toda a narrativa é objetiva, aliás o próprio narrador declara que contará a história em apenas “três folhas de almaço”, ele faz descrições e adjetivações objetivas das personagens principais.
Com línguagem culta e direta e direta o narrador conta a história de duas jovens, Josefa e Laura, que ao se conhecerem no colégio, ainda na adolescencia, criam um laço de amizade muito forte e com isso decidem fazer um acordo de que as duas se casariam juntas, no mesmo dia e na mesma igreja. Mas o que era uma conversa de criança as duas levaram como se tivessem realmente feito um contrato debaixo das leis humanas ou até mesmo das divina.
Enquanto são jovens Laura e Josefa não veem problema no fato de uma ter que esperar a outra para poder se casar, mas com o passar do tempo as duas perceberam que cumprir aquele acordo talvez não seja tão facíl.
Josefa e Laura eram muito amigas e sempre andavam juntas, uma contava sempre para a outra sobre suas paqueras. Um dia Josefa se descobre apaixonada, como diz o narrador, por um dos bigodes que andava paquerando.
Após alguns meses que Josefa encontra seu pretendente e já sendo precionada pelo mesmo, pois o bigode queria pedir a sua mão e não entendia o porquê de ter que esperar, ela intimou Laura a se apressar em conhecer alguém. Então Laura, já frustada com os contratempos da vida, apressa-se. Agora para ela buscar um amor verdadeiro não é mais uma opção, o que precisa agora é encontrar alguém que ao menos pareça ser um bom marido.
Ao final Josefa cansa-se de esperar a sua amiga, para ela parecia que Laura estava levando aquela história como uma brincadreira, esfriou-se com Laura e finalmente percebeu que o contrato não passava de um sonho, planos de crianças e casou-se sem a amiga.
Neste conto Machado expõe como nós podemos acabar levando determinadas ideias a ferro e fogo sem ao menos racionalizar. Também coloca em questão o fato de acharmos que temos o futuro em nossas mãos e nos esquecemos de que quando planejamos algo precisamos estar cientes de que a vida é uma montanha Russa e não como nos contos de fada em que sabemos qual será o final.
Machado vai nos mostrar com Josefa que podemos ser ignorantes ao se deixar perder uma amizade de anos por não saber lidar com as situações e individualistas, pois quando o problema esta nos afligindo o outro precisa entender, porém quando a história é ao contrario temos muitas desculpas para nos justificar.
Para descrever os pretendentes Machado usa apenas uma caracteristica marcante do personagem, sem dar nomes. No inicio o conto tem como espaço fisíco o colégio onde as duas amigas estudam. Após os dezoito anos subentende-se que ora estão na casa de uma das duas ora em quaquer outro lugar. As duas amigas são de famílias ricas, filhas de funcionários públicos e têm um padrinho que lhes deixou um certo legado.
O tempo no conto é psicológico, entretanto segue uma ordem cronológica porque ele vai contar desde a adolescência até a maior idade das duas amigas.